Revisitando a Grade

I kept dreaming of a world I thought I’d never see.

Kevin Flynn

Revi o filme Tron – O Legado. Já tinha assistido o longa em dezembro passado, logo na estréia. Vi-o como foi feito para ser visto, numa sala IMAX. Obviamente fiquei maluco vendo as imagens naquela tela gigante e o som perfeito que me envolvia. Se o bom do filme é seu aspecto técnico, nada melhor do que assití-lo onde essas caracteríticas podem alcançar seu máximo potencial – embora eu bem que gostaria de assistir tudo nesse formato :P.

O tempo passou e Tron saiu em Home Video. Logo quis rever aquele espetáculo visual e sonoro, porém me preocupava o fato de estragar a lembrança que tinha – convenhamos, algumas coisas são melhores se ficarem só na nossa memória. Eu tinha visto o filme com a maior qualidade que a tecnologia nos permite hoje e isso ajudou bastante. Dessa vez eu assistiria numa tela muito menor e com um som que, embora seja razoavelmente bom, está longe de proporcionar a imersão dos 7.1 canais do IMAX.

Felizmente minhas preocupações não se tornaram fatos. O meu veredito anterior continua. Aliás, um aspecto até ficou melhor dessa vez. Embora o 3D seja legal, ele diminui o brilho dos filmes. Sendo assim, dá para apreciar mais as cores e a direção de arte vendo Tron – O Legado em 2D.

Contando a história resumidamente, Sam ,filho de Kevin Flynn – protagonista do Tron original – acaba entrando na Grade. Ele é jogado direto na arena para lutar até a morte e divertir os Sistemas – o que é meio esquisisto, já que, tecnicamente, Sistemas são “seres” lógicos, desprovidos de qualquer sensação… never mind. Logo percebe-se que ele não é comum, é de fora, Sam é um Usuário. Infelizmente quem manda em tudo agora é CLU, sistema cópia de seu pai e inimigo-mor dos Usuários.

Clu foi criado para ajudar a construir um mundo perfeito, porém ele levou esse conceito muito ao pé da letra – o que normalmente se espera de uma máquina. Na melhor maneira “criatura destrói o criador” ele trai Kevin Flynn, que fica preso no mundo digital. Mas agora, milhares de ciclos depois do ocorridos, uma nova peça está no tabuleiro e o jogo pode seguir de onde parou.

Basicamente é isso.

A trama do filme é simples mas boa, embora não seja nada que você nunca tenha visto. Isso não é necessariamente um problema, acredito que é a maneira que uma história é contada é que realmente importa – mais vale um cliché bem feito do que uma idéia nova mal executada.

O problema está no roteiro. A maioria dos diálogos são fracos, a vergonha alheia é inevitável em alguns casos. Com exceção de Jeff Bridges (tanto interpretando Kevin Flynn quanto CLU) e Michael Sheen em sua pequena participação, os atores estão só convincentes e ás vezes nem isso. O diretor Joseph Kosinski deixou um pouco a desejar nesse quesito.

Tirando os problemas acima, Tron – O Legado é diversão da mais pura e deve ser o filme favorito de muita criança por aí. Existem referências para dar e vender, os efeitos especiais são fantásticos, as cenas de ação são empolgantes e a trilha sonora é a melhor parte do filme. Ahhh sim, a trilha sonora, não me canso de ouví-la. Aliás, provavelmente o longa não funcionaria sem ela.

Há planos para um terceiro filme e eu gostaria de assistí-lo. O universo criado é rico e corrigindo os erros anteriores, tem potencial para suportar muitas novas aventuras digitais.

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