A importância dos heróis e dos mitos

…he’s the hero Gotham deserves…but not the one it needs right now. So we’ll hunt him, because he can take it. Because he’s not our hero… he’s a silent guardian, a watchful protector… a dark knight.

Commissioner Gordon – The Dark Knight

Você pode não acreditar mas, além da boa criação que meus pais me deram, o que influenciou bastante a ser quem eu sou hoje foram os heróis que eu acompanhei durante minha vida.

Quando eu era criança, achava que meu fascínio era por seus grandes atos, ver eles derrotarem monstros, salvarem crianças indefesas ou impedirem a destruição do mundo. Hoje eu sei que não é isso. Compreendi que o que define um herói são suas escolhas e não suas habilidades, o fato de ele muitas vezes abrir mão de seu próprio bem estar em função dos outros.

Não pretendo sair por aí combatendo o crime, não é essa a idéia. O que me influenciou e ainda influencia é a maneira como esses heróis fazem o bem, não em busca de recompensa, mas por que é o certo a ser feito.

“Bonzinho só se fode”. Você certamente já ouviu/leu isso. E muitas vezes é verdade. Quando alguém age pensando no que é correto e não no que lhe trás benefícios, isso pode lhe custar algo. Ninguém disse que seria fácil mas é o que deve ser feito.

Um bom exemplo disso está na obra-prima O Cavaleiro das Trevas. Batman toma para si a responsabilidade dos atos dos outros. A culpa de tudo recai sobre ele. Ser herói nem sempre significa chutar traseiros de bandidos. Ás vezes é necessário que uma decisão difícil seja tomada. Aliás, quando me vejo frente a um problema onde dependendo das minhas escolhas posso ter que sacrificar algo visando um bem maior, sempre penso: “O que Batman faria?” A resposta é sempre clara.

É claro que mesmo heróis podem falhar. As vezes as suas ações trazem consequências trágicas. Mesmo assim, eles continuam a trilhar seu caminho procurando corrigir seus erros.

Heróis enfrentam o mal sem cederem ao Lado Negro. Já dizia Yoda:

…if you choose the quick and easy path as Vader did – you will become an agent of evil.

Há também esse diálogo com Luke:

Yoda: …beware of the dark side. Anger, fear, aggression; the dark side of the Force are they. Easily they flow, quick to join you in a fight. If once you start down the dark path, forever will it dominate your destiny, consume you it will, as it did Obi-Wan’s apprentice.
Luke: Vader… Is the dark side stronger?
Yoda: No, no, no. Quicker, easier, more seductive.
Luke: But how am I to know the good side from the bad?
Yoda: You will know… when you are calm, at peace, passive.

Yoda, um personagem esquisito e feito de borracha, é capaz de lhe ensinar algo que muita gente “normal”, de carne e osso, dotada de raciocínio e polegar opositor, não chega nem perto. Acho até que as pessoas fazem o contrário hoje em dia. Pregam que o melhor mesmo é tirar proveito da situação. “Pra quê sofrer de graça? Prefiro ser esperto e se precisar passar por cima de alguém, eu irei.” Desse jeito, o mundo não vai muito longe. Minha opinião é que as coisas tendem a piorar. Não temos mais tantos heróis como antigamente. As crianças não crescem com um bom exemplo a ser seguido.

Enfim, os mitos são uma forma de ilustrar conceitos de maneira abstrata. Exemplificar o que é difícil explicar. Bom e mau, certo e errado. E também não deixam de ser um forma de entreter. Uma boa forma de entreter, aliás.

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Um comentário sobre “A importância dos heróis e dos mitos

  1. Pingback: História de um samurai | Attack Ships on Fire

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